 Teoria geográfica de paisagem: Uma abordagem que ressurge com inovação na didática
Este método tem alcançado bons resultados na aplicação de temas geográficos planejados para as aulas. paisagens, urbanas, naturais e culturais oferecem novas visões no aprendizado e definições geográficas nas demarcações do país.
Para o Professor Francisco Tupy, que atuou na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado - FECAP atuou na Fundação Escola de Comércio , "tudo ganhou sentido quando me deparei com a disciplina Teoria Geográfica da Paisagem - TGP. Este programa era constituído na evolução do pensamento metodológico da ciência geográfica, seus teóricos, formas de utilizar esse mecanismo de análises em pesquisas, trabalhos de campo etc", afirma.
Com este método, o objetivo das aulas de Tupy era expor aos alunos, as linhas de análises em pesquisa dentro do método de paisagem, cuja ideia central era a de estudar os componentes formadores do espaço, seus níveis de relação, por meio de gráficos, organogramas, linhas de tempo, entre outras especificações.
Ao preparar as aulas, o professor descreveu uma série de objetivos, relacionando a realidade do mundo com as mudanças sociais e econômicas. Sua primeira ideia foi de especializar os temas abordados como se o mundo pudesse ser visto como um tabuleiro de xadrez, diferenciando os pontos que influenciam e os que eram influenciados. Entre os principais focos que utilizou estavam: a influência da regionalização do espaço mundial na economia; a origem das Relações Econômicas; a espacialização das Relações Econômicas. O objetivo principal do trabalho eram as estratégias usadas para trabalhar os assuntos de modo simples, acessível e interativo.
 |
 |
Fibra óptica pelo mundo
A comunicação com fibra óptica tem suas raízes nas invenções do século XIX. Um dispositivo denominado Fotofen convertia sinais de voz em sinais óticos, utilizando a luz do sol e lentes montadas em um transdutor que vibrava ao entrar em contato com o som. A fibra óptica em si foi inventada pelo físico indiano Narinder Singh Kanpany e se tornou mais prática durante os anos 60, com o surgimento das fontes de luz de estado sólido, raio lazer e os LEDs (do inglês light-emitting diodes), e das fibras de vidro de alta qualidade livres de impurezas.
As companhias telefônicas foram as primeiras a se beneficiar do uso de técnicas de fibra ótica em conexões de longa distância, em meados da década de 1980. Foram estendidos nos Estados Unidos e no Japão, milhares de quilômetros de cabos de fibra óptica, para estabelecer comunicações telefônicas. O sistema de telefonia funciona com esta tecnologia e a internet banda larga de alta velocidade não seria possível sem o uso das fibras ópticas. |
 |
|
"Na primeira aula foram apresentados gráficos sobre a distribuição da fibra óptica pelo mundo . E a ideia era buscar extrair as relações implícitas, mas por ser muito abstrato, não se conseguiu o efeito esperado, então precisei utilizar outro exemplo; desta vez foi através de uma imagem que se tornou famosa, mostrando o mundo visto à noite, os lugares que eram iluminados e os que não eram. Com este exemplo ficou mais fácil trabalhar as questões, por exemplo, lugares mais iluminados que outros, os vazios demográficos, áreas de pobreza, etc. Outra etapa dessa disciplina que me apresentou resultados satisfatórios e interessantes foi quando os alunos começaram a traçar correlações, desenhando gráficos com exemplos tirados de jornais", completa Tupy.
Entre suas experiências, o Professor descreve que, mediante aos textos e bibliografias, pôde fazer uma enorme colcha de retalhos, tornando possível decompor a paisagem estudada e reagrupála com o máximo de relações possíveis e inimagináveis.
Em mais uma abordagem, a Professora Márcia Regina, do Colégio Dante Alighieri, utilizou o método de paisagem em sala de aula, através da internet, as formas de relevos, planaltos, planícies e depressões do território brasileiro, cujo objetivo foi o de introduzir aos alunos o tema Relevo do Brasil. Nesta atividade específica, cada aluno levou a tarefa de pesquisar em casa e trazer para a sala de aula, uma paisagem correspondente às formas de relevo, que já tinham sido apresentadas a cada um, porém priorizando as imagens do território brasileiro.
<< Anterior | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | Próxima >> |